Do interior para o mundo: Thiago Rela e a experiência de treinar em NY

Foto: Reprodução/Youtube

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Promissor lutador de 27 anos, Thiago Rela saiu do interior de São Paulo para escrever mais um capítulo da sua história. O itatibense tinha a ideia inicial de fazer apenas o seu camp para a luta contra Danillo Villefort pelo FFC em Nova York, mas recebeu um convite irrecusável para deixar o local onde dava aulas privadas de jiu-jitsu e se dedicar ao MMA longe da cidade paulista.

Em entrevista exclusiva ao “MMA Space”, o lutador conta como surgiu a oportunidade de ficar nos Estados Unidos e representar as academias Edge Hoboken e Renzo Gracie Team:

“Cheguei aqui em NYC para ficar apenas dois meses, treinando no Renzo e na Edge Hoboken. O plano era fazer a preparação para a luta no FFC e voltar ao Brasil, mas aí surgiu um convite de continuar aqui e representar a Edge que é uma grande academia Hobeken, New Jersey. A maioria dos lutadores que treinam no Renzo fazem a parte de wrestling na Edge, então acabei gostando da ideia de ficar aqui em NYC, e representar a Edge e a Renzo Gracie Academy. A recepção foi muita boa tanto na Edge quanto no Renzo, fico muito feliz por poder estar treinando com os melhores do mundo.”

Enquanto aguarda o seu visto de atleta para ficar mais tempo treinando em Nova York, Thiago Rela conta como foi a sua adaptação em solos americanos:

“Minha adaptação está sendo dia a dia. Eu ainda aguardo a aprovação do meu visto de atleta para ficar realmente aqui por um período maior de tempo. Mas a Edge já me deu todo o respaldo legal e entramos com o pedido desse visto. Nesse tempo que estou aqui, tenho treinado muito, tanto no Renzo quanto na Edge, tenho aprendido muito aqui. Esse realmente é um dos maiores times do mundo. A qualidade de treinadores, lutadores e infraestrutura é realmente diferenciada. No Brasil, eu tinha que viajar todos os dias para treinar, dirigir por 3 horas, agora é tudo bem mais simples: basta pegar o trem e em 15 minutos estou na academia. Isso me proporciona uma qualidade de treinos muito melhor, uma vez que posso descansar mais e treinar mais.”

O brasileiro também destacou a grandeza do FFC como a principal diferença entre competir no Brasil e lutar nos Estados Unidos:

“Minha última luta fiz aqui nos EUA, na Flórida, e foi muito legal, fiz a luta principal do evento. A diferença que senti foi em questão de público, exibição e o show. O show que lutei foi o FFC que está entre os dez maiores do mundo. Eles chegaram com uma estrutura gigantesca em Daytona, no ocean center, com transmissão ao vivo pela CBS Sports, foi realmente diferente. No Brasil também lutei em grandes eventos como o TUF, XFC, Circuito Talent, Imortal Fc e MaxFight, então não senti uma diferença exagerada. Mas acho que os dois maiores eventos que lutei foram o TUF, que não precisa falar nada, estrutura oferecida pelo UFC é algo fora da realidade, e agora aqui na Flórida no FFC, que realmente me surpreendeu com a sua organização e tamanho.”

No seu último compromisso, em junho, Thiago Rela perdeu para Danillo Villefort por nocaute técnico. Depois de exatos quatro meses, o lutador consegue analisar o duelo e tirar o lado positivo da derrota:

“Infelizmente, na última luta acabei amargando uma derrota, mas acredito que me apresentei muito bem. Estava preparado para lutar contra um americano e o evento acabou mudando meu adversário umas três vezes até que chegou no Danilo. Eu sabia da qualidade dele, mas eu me sentia preparado para essa luta. Quem assistiu viu que foi uma luta duríssima. Acho que fui muito bem, ganhei o primeiro round, tive alguns momentos nele que poderia ter acabado com a luta, mas acabei desperdiçando essas oportunidades. No segundo assalto, ele veio melhor e ganhou o round, no terceiro, a luta estava aberta, eu acabei levando um golpe muito forte, cai, e o juiz acabou interrompendo. Foi muito bom ter lutado com o Danilo, acho que agora vou me aproveitar dessa experiência e voltar ainda melhor. Ele, sem dúvidas, é o adversário mais duro que já enfrentei. Para mim, ele é um dos melhores do mundo na categoria. Acho que essa luta foi muito positiva para a minha evolução apesar do resultado negativo.”

Para finalizar, o itatibense conta quais são os seus planos para o futuro e revela que está negociando duas lutas, uma para o final deste ano e outra para o início do ano que vem:

“Quanto ao meu futuro é aguardar meu visto de atleta e continuar treinando aqui na Edge e no Renzo, procurando sempre melhorar, busco isso todos em todos os treinos. Estou negociando uma luta para novembro e outra para janeiro, e também pretendo competir algumas competições de BJJ e submission ano que vem. Sei que tenho capacidade para continuar minha jornada e estar entre os melhores do mundo. Estou trabalhando duro para isso a anos e vou continuar. Quero sempre aprender e me dedicar mais e mais.”

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